De Braga a Santiago de Compostela pela Via Romana

Sempre desejei realizar uma viagem a solo e em autonomia. Com o mote da Semana Santa e com duas amigas a percorrer a pé o Caminho Interior Português pensei em realizar uma travessia até Compostela através da Geira Romana. Torpeço nas primeiras pesquisas na grande aventura do José Callixto do blogue Por Fragas e Pragas. E disse: “porque não?”. Por sorte, troquei umas impressões com um conterrâneo de Famalicão que tinha realizado, também a solo, mas de bicicleta, o mesmo percurso no passado ano. Com as sugestões valiosas que me deu, podia então seguir com esta aventura e partir com um plano bem estruturado.

Através do track disponibilizado podia sair de Braga, seguir pela Geira Romana até ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, atravessar a fronteira pela Portela do Homem, cruzar o Lindoso, subir a Castro Laboreiro pelo Planalto Castrejo, saindo novamente de Portugal por trilhos e aldeias. Percorrendo, também, o Camiño Miñoto-Ribeiro, o Vreeiro e o Sanabrés nas últimas duas dezenas de quilómetros até Santiago de Compostela.

Nos dias que antecederam o primeiro dia estudei a história dos camiños anteriormente referidos e a geografia das regiões que ia atravessar. Realizei uma checklist de todo o equipamento que necessitava e pesei os alforges que totalizaram 4,7 kg com todos os bens necessários para os três dias mais isolados que pedalei até então.

Dia 1 – Braga > Os Baños (Lóbios)

Como dias antes tinha realizado o percurso de Vila Nova de Famalicão a Braga seguindo as setas do Caminho Interior Português (via Braga) decidi partir da Sé de Braga ao início da manhã seguindo exclusivamente o track do GPS.

Uma breve passagem por Fiscal lembra-me o icónico António Variações nascido nesta localidade. Com os versos do tema “Quero é viver” sigo com uma excelente banda sonora até próximo de Caldelas. Onde ignorei o track e entrei num pequeno troço recente e moderno a par de uma boa dezena de moinhos que me conduziram até às termas desta localidade. A primeira paragem desta aventura aconteceu mesmo ali, para o café da manhã na Padaria Caldelas, onde saboreie um excelente Pastel de Nata.

Abandonei Caldelas e segui sempre a subir até um troço que me conduziu pelo primeiro bosque perdido no tempo desta viagem. Acreditava agora que estava sozinho nesta aventura e que tinha de absorver solitariamente os sons desta natureza em estado bruto.

Em Paranhos o track manda-me monte acima numa dificílima encosta que jamais conseguiria ultrapassar com a bicicleta (mesmo pela mão). Sigo à volta e entro no track meio quilómetro à frente.

Daqui até Seramil onde entrava na Geira Romana foi um ápice. A Geira Romana é um percurso construído pelo império romano que ligava Bracara Augusta (Braga) a Astorga (na Galiza). É uma via sem descidas ou subidas acentuadas, tendo sido percorrida durante séculos por exércitos, romeiros e populações em geral. A partir da Milha XIV segui as indicações presentes neste percurso procurado por muitos montanheiros portugueses ou senderistas galegos, como o simpático casal espanhol que encontrei a percorrer a pé parte da Geira e com o qual pude trocar algumas palavras.

Ainda não tinha percorrido muitos quilómetros quando num cruzamento onde encontro um cavalo selvagem me apercebo que o track que levo no GPS segue para trás e a Geira continua em frente. Penso um ou dois minutos no assunto e lembro-me que este track foi percorrido a pé e que no primeiro dia de caminhada tinham ficado em Terras do Bouro, razão pela qual o percurso se estava a desviar naquele local.

Ignorei o track e segui viagem até perto de Covide onde saí a uma pequena estrada alcatroada. Nesse momento decido seguir as marcações existentes e subo de forma extenuante durante bastantes minutos para mais à frente descer e sair a meia dúzia de metros na mesma estrada. Frustado, procuro alguma energia na freguesia de Covide onde encontro um café/mercearia para poder lanchar/almoçar. Sigo a Geira em Campo do Gerês onde avisto a primeira cobra deste longo percurso. Já havia sentido vários répteis a sair das rochas durante o caminho, mas neste caso o sauro estava totalmente estendido no meu caminho, mesmo ao lado dos meus rodados…

Com a água acabar no meu bidão sabia que o podia encher na Portela do Homem. Percorri a Mata da Albergaria lentamente a desfrutar a paisagem da Albufeira de Vilarinho das Furnas mesmo ali ao lado.

Este troço é sem dúvida um dos meus preferidos para pedalar. Chego à Portela do Homem com cerca de 60 quilómetros e avisto dezenas de pessoas e veículos. É um novo mundo para alguém que passou a manhã a pedalar sem se cruzar com alguém. Encho o bidão de água para os últimos quilómetros e prossigo. Daqui até Os Baños decidi não seguir a Geira Romana. A última vez que percorri aquele troço o percurso estava tapado com mato e condicionou o meu andamento durante sete quilómetros. Em 10 minutos estava no meu destino. Fiz o check-in, lavei o equipamento enquanto fazia sol e abasteci-me para o pequeno almoço do dia seguinte. Acabei o dia com as pernas entre as margens do Rio Caldo com água fria e a piscina de água quente termal.

 

Dia 2 – Os Baños (Lóbios) > O Carballiño

O dia anterior tinha sido uma espécie de bike tour. Já tinha percebido que a divisão de quilometragem não estava lá muito equilibrada. Mas, a falta de recursos logísticos para dormir definiu bem os poisos desta aventura.

Faz frio lá fora e ainda não amanheceu completamente. O dia vai ser longo e sem hesitar tomo o pequeno almoço. Mando-me ao caminho e saio da residência “As Termas” já com uma hora de atraso.

Estou com um relógio no pulso que me indica a hora portuguesa e o GPS com a hora espanhola atualizada automaticamente. Dentro de algumas horas regresso a Portugal por alguns quilómetros e voltarei a entrar em Espanha.

A zona envolvente está deserta. Começo a subir lentamente pela Serra do Xures por pueblos completamente vazios de gentes. Com o Rio Lima ao fundo estava certo que o ia atravessar…

O track manda-me para uma zona de mato impossível de passar, contorno pela estrada enquanto os cavalos selvagens galgam do seu habitat com medo de mim. Procuro água! Que tarda em aparecer no meu trajeto. Subo para ver a velha igreja perdida com falta de uso e de fieis. E atravesso o rio por uma ponte moderna que esconde o êxodo que encontrei nesta zona galega.

Sabia que ia ter uma manhã dura. Não sabia é que ia deixar marcas! Olho para o GPS e por distração verifico que estou uns 2 quilómetros fora do track e ainda por cima a subir. Regresso por uma estrada interior e depois de serpentear umas estradas muito isoladas sigo o track numa aldeia onde o gado circula naturalmente. Isolo-me completamente num troço empedrado com uma velocidade constante abaixo dos 7km/h e penso “ia mais rápido a correr!”. Procuro o telemóvel para aceder ao Google Maps mas a rede é inexistente e assim continuou durante toda a manhã.

Com mapas no GPS teria procurado uma alternativa ciclável nas estradas, mas o meu GPS não tem mapas e preferi continuar no track do que me arriscar a perder na imensidão desta zona.

Sigo por um monumental estradão em terra e ao redor as montanhas engolem-me por completo. Não avisto uma única casa há vários quilómetros. Sigo o estradão aborrecido com a dificuldade que esta manhã me está a dar. A este ritmo arrisco-me a pedalar o dia todo e a pernoitar num sítio qualquer com a minha manta térmica, pensei.

Chego à estrada e o GPS avisa-me que devia ter virado à esquerda a 300 metros atrás. Estão dois polícias da Guarda Civil espanhola a olhar para mim enquanto falam sobre que diabo ando a fazer ali sozinho. “De onde vens?”. “Lóbios” respondo e contra pergunto “Isto é a fronteira?”. “Sim, é a fronteira”. Troco mais algumas palavras sobre a forma mais rápida de chegar a Castro Laboreiro e sigo viagem pela estrada de Ameixoeira onde espanhóis se confundem com portugueses e vice-versa. Preciso de compensar o tempo que gastei nesta manhã…

Chegar a Laboreiro foi um inferno. Atesto-me do resto do chocolate que comprei no dia anterior e de alguns frutos secos, e faço os últimos quilómetros até ao centro da pequena vila. Fiz o dobro dos quilómetros ao contornar pela estrada… Paro na Padaria Castreijinha uns bons 30 minutos no Wi-Fi. Precisava de fazer um checkpoint e continuava sem rede da Vodafone.

O track diz-me que até Lamas de Mouro seria sempre a descer…

Animado com a situação, saio de Castro Laboreiro cheio de vontade de voltar a entrar em Espanha. Foi sempre a descer. No pior trilho que percorri em toda a viagem. Uma calçada irregular, com lama, água e sapos a saltar por todo o lado.

Entrei novamente em Espanha através de uma aldeia com meia dúzia de casas. Não vi ninguém. Apenas um pequeno cão deitado à porta da pequena igreja na saída da aldeia. Daqui para a frente viajo numa montanha russa de sobe e desce psicológico e físico. Em  Cortegada ignoro o track e sigo em direção a Figueira. Estava a andar no sentido inverso, mas esperava rolar a um ritmo mais elevado na estrada para compensar o atraso e o desgaste físico que sentia.

Nunca vou saber se cheguei mais rápido a Ribadavia pela estrada principal. Parei. Vi alguns dos principais monumentos e comi as últimas bolachas e alguns frutos secos. Segui o track por mais alguns quilómetros até um local que reconheci pelas imagens que tinha visualizado no Google Maps. A partir deste ponto seguia em direção a O Carballiño por uns 12 quilómetros com generosas subidas que me espatifaram as pernas e a alma.

Cheguei ao hotel com uma vontade imensa de dormir, mas a movida sentida nas ruas por causa da Semana Santa fez-me rapidamente saltar de chinelos para o meio urbano e explorar o centro desta cidade.

 

Dia 3 – O Carballiño > Santiago de Compostela

Saio do Hotel com uma manhã gélida e negra. Levo vestido toda a roupa desportiva que tinha nos alforges. Na aplicação de GPS com mapas de Espanha que tenho no telemóvel procuro o trajeto mais rápido para chegar a A Almuzara (Xuvencos) onde iria acompanhar novamente o track que percorro há dois dias.

Paro numa estação de serviço à saída da cidade para um café (solo mas largo). Aqueço um pouco e sigo pela N-541.

Em A Almuzara percebo que o percurso vai subir e deixo-me levar por aquelas enormes serras. Pedalo durante 1 hora sem cruzar uma única pessoa ou um simples pueblo. Em Moreira (Boboras) já numa elevação significativa forço a minha perseguição ao track e dou com o percurso completamente tapado. É impossível passar, pensei eu enquanto dava a volta e contornava o monte por uma alternativa ciclável.

Não queria subir, mas o track invariavelmente obrigou-me a sair da bicicleta e a empurra-la durante mais de 20 minutos. Tinham passado cerca de 2 horas, olho para o GPS e a distância do dia era de 20 quilómetros. Neste registo levaria 10 horas para chegar ao meu destino.

Saio a uma zona de descanso da N-541 e decido se prossigo pelo monte ou se assumo a parede que tenho pela frente pela estrada. É o último dia pensei. Subo com a bicicleta literalmente de lado com os 11 kg da bicicleta somados aos 4 kg dos alforges convertidos em 100 kg nos meus braços. Tenho de a segurar para não a perder aos trambolhões pela serra abaixo. Apercebo-me no topo que demorei 25 minutos para percorrer menos de 1 quilómetro. Mas, as panorâmicas superiores compensam qualquer minuto perdido neste troço nada recomendável para ciclistas impacientes.

A menos de 5 metros vejo um veado na minha frente a fugir do barulho da bicicleta a circular na terra batida. O objetivo da manhã está cumprido e se me é permitido vou procurar algo aberto para comer.

Avisto o que parece ser uma estação de serviço no GPS do telemóvel e sigo pela estrada ignorando o track que se irá cruzar comigo mais à frente. Na bomba de gasolina não há nenhuma máquina de café, mas com sorte tens a cafetaria aberta aqui ao lado, pois hoje é festivo, disse-me o funcionário. Tive sorte. Percebo bem esta questão dos feriados, mas dois dias seguidos com vários locais fechados é dose. Entro e lá dentro um calor confortável. Peço um café grande (largo sin leche) e um croissant gigante. Peço a senha do Wi-Fi para tentar ver a que distância estou de Forcarei. Tinha registado esta localidade para almoçar e com sorte encontrava algum estabelecimento aberto…

Cruzei Soutelo dos Montes onde segui o  track até Forcarei. Por distração, avanço para a parte norte da localidade enquanto o track me fazia entrar pela parte sul. Sorte que é pequena e não me deu muito prejuízo em voltar atrás. Sigo a principal avenida e percebo que também aqui o feriado é levado a serio. Está tudo fechado. Não encontro uma única pessoa na rua e até a praça de taxis não tem um único veículo estacionado. Os dois supermercados que encontro no Google Maps estão também fechados. Dou mais uma volta. Aproveito para conhecer alguns locais como a Casa do Concello e faço-me ao track.

Minutos depois dou com uma monumental estrada de alcatrão tapada com um mato denso impossível de atravessar. Porra! Vou ter de voltar para Forcarei e seguir a estrada, pensei desanimado com esta localidade.

Deixei-me levar pelas serras, vales e montanhas. Ganhei tempo numa ou outra vez que não segui o track e aproveitei as confortáveis estradas galegas de alcatrão gasto pelo tempo. Cumprimentei sempre os poucos populares que encontrei na viagem e fui bebendo a água que emergia a cada passo nas fontes presentes nas pequenas aldeias. O stock de barras energéticas estava acabar. Num único dia havia consumido o dobro que nos dois dias anteriores. Precisava de comer qualquer coisa rapidamente.

De volta ao track entro numa pequena aldeia rural com dezenas de vacas a passear na rua. Mais à frente um oásis. Uma tienda que se encontra aberta. Entro a medo. Lá dentro uma senhora com pouco mais de 60 anos. Anima-se com a minha presença. Diz que nesta zona não há nada e não sabe se os poucos clientes que ainda têm serão suficientes até entrar na reforma. Os três filhos acederam aos chamamentos das grandes cidades e já não vivem na aldeia. Como tantos outros filhos da terra, referiu. Peço uma coca-cola, umas bolachinhas e uma banana do único cacho que tem para vender em cima do balcão do seu estabelecimento perdido no início dos anos 90.

Falamos durante largos minutos sobre Portugal, Fátima e da imensa desertificação que afeta algumas regiões portuguesas e espanholas. Saiu por momentos do balcão e regressa com um doce típico galego do período da Páscoa. É minha oferta, diz-me animada. Teria ficado o resto do ‘almoço’ à conversa com esta simpática senhora, mas o tempo urge e ainda tenho algumas dezenas de quilómetros para percorrer. Despeço-me e faço-me ao caminho com mais energia…

Continuo por esta região marcada pelo êxodo rural, pela agricultura de subsistência ou como atividade principal, sem indústria ou emprego, com isolamento populacional e com os parques infantis construídos com fundos europeus em degradação e famintos de natalidade.

A simpática senhora tinha-me alertado para o Pazo de Oca em San Esteban. Momento de paragem para observar este monumento de interesse cultural que atualmente pertence aos Duques de Medinaceli.

Passo a Ponte de Ulla e entro no Caminho Sanabrés que vem de Ourense. Reconheço a calçada escorregadia. Nela encontro três jovens espanhóis que dizem que vão fazer o resto do caminho pela estrada enquanto lhes digo “veinte kilómetros para llegar, animo!”. Hasta luego que a minha boleia não tarda está em Santiago de Compostela e eu ainda tenho 20 quilómetros pela frente.

Andei dois dias sem marcações que até me sinto estranho por agora ver setas amarelas no meu caminho. A dada altura vejo que as setas me encaminham para um albergue enquanto o meu track me leva em frente. Dois peregrinos acenam-me ao longe e eu respondo: “vou seguir para Santiago…”.

E segui. Não segui foi o caminho correto. E ainda bem. Recebo um telefonema da Cecília que me dá conta que está com duas horas de atraso. Fixe, pensei. Dá-me tempo para subir isto que está aqui no GPS e que ainda não percebi o que é… Era suposto recordar-me desta parte do percurso, mas a verdade é que esta parte não faz parte do Caminho Sanabrés [validei depois on-line].

Subo, subo, subo… Dou por mim num monumental local. Pico Sacro. Encosto a bicicleta e subo o resto a pé até ao topo do pico. Pego no telemóvel e abro o Google Maps para perceber a que direção Santiago de Compostela está. Estava ali à minha frente a menos de 10 quilómetros em linha reta.

O GPS diz-me que é para descer pela parte de trás desta enorme colina. Não o consigo fazer com a bicicleta às costas e procuro um outro trilho. Por sorte, encontro uma marcação de uma pequena ruta do BTT Galicia e sigo por lá abaixo a toda a velocidade… E entro no caminho mais para a frente.

Até à catedral sigo religiosamente todas as setas amarelas do meu caminho. Chego ao fim desta jornada a solo. Iniciava uma outra já amanhã, pensei.

Rumei de carro até Padrón onde me esperavam para aproveitar as verdadeiras festividades da Semana Santa e no dia seguinte voltaria a Santiago de Compostela novamente.

 

Considerações finais

Esta aventura teve na sua génese a realização de uma travessia até Santiago de Compostela tendo por ponto de partida a Geira Romana. A base do trajeto foi o percurso identificado no início desta crónica, mas foram feitos vários ajustamentos ao longo dos três dias em que pedalei. Os dois primeiros dias foram de uma intensidade física e psicológica bastante acentuada [principalmente pelo isolamento]. Ao terceiro dia o relevo deste percurso diminuiu e entrou em vales localizados em cotas mais baixas e com maior proximidade de linhas de água.

Nem de propósito que pude conhecer e percorrer o Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro que foi há dias apresentado. É sem dúvida um trajeto muito interessante, principalmente do ponto de vista natural, mas também histórico, afinal estamos perante um troço com cerca de dois mil anos.

O Camiño Vreeiro cujo nome significa “caminho” apareceu nas proximidades da comarca de Ribeiro, próximo da cidade de Carballiño onde pernoitei no segundo dia. Este caminho representa a principal finalidade deste trajeto que constituiu uma rota de transporte do vinho do Ribeiro até Compostela durante a época medieval.

Por último, importa referir a inexistência de marcações ao longo do percurso até Ponte Ulla (onde encontrei o Caminho Sanabrés). De referir ainda a falta de infraestruturas quer para dormir ou para efetuar refeições ao longo de toda a viagem. O trajeto é maioritariamente efetuado por serras e montanhas completamente isoladas e perdidas no coração galego.

No balanço final registaram-se 270 km (6200 D+) e um total de 17 horas de 45 minutos a pedalar.

6 thoughts on “De Braga a Santiago de Compostela pela Via Romana

  • 2 de Maio de 2017 at 17:09
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    Companheiro, já tinha esta ideia em mente e depois desta crónica fiquei sem duvidas…
    No passado fim de semana com o feriado do 1º de Maio teve de ser. Eu e um amigo (bravo) conseguimos fazer no 1º dia Guimarães – O Carballiño. Muito duro, 164km com 4027 de desnivel acumulado. O Hotel Derby e a pizzaria Bonna ajudaram a recuperar energias. O 2º dia foi mais leve: O Carballiño – Santiago- Negreira onde ficamos num albergue com uns amigos que estavam a fazer o caminho central. No 3º dia fomos ainda a Múxia e Finisterra, este foi tambem muito duro (110km com 2200d+) não pelo acumulado de subida muito menos pelos kms mas sim por ser feito no “red line” já que o grupo que nos iria trazer de volta a Guimarães só iria fazer Negreira-Finisterra.
    A repetir daqui a uns anos quando estiver mais limpo (aqueles sapos a saltar ainda estão bem presentes) e sinalizado!
    Muito grato por esta descrição….. foi uma grande ajuda!

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    • 2 de Maio de 2017 at 21:33
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      Bravos! Juntaram a um percurso exigente, um troço excelente (Santiago – Finisterra).
      Obrigado pela visita e pelo comentário!
      Um abraço,
      Edgar Costa

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  • 11 de Setembro de 2017 at 21:34
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    sem duvida um caminho ainda “selvagem” visto que outros caminhos de Santiago perderam o encanto,
    na sua opinião será possivel fazer-lo a caminhar? quanto dificil seria ?
    um abraço amigo
    M. Costa

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    • 12 de Setembro de 2017 at 7:59
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      M. como pode verificar na minha publicação a viagem ‘original’ foi efetuada por um grupo que realizou o percurso a pé. As maiores dificuldades para quem realiza o percurso a pé são sem dúvida o isolamento territorial em algumas partes do percurso, a falta de rede em alguns pontos e a logística para dormir em alguns locais.
      Após ter percorrido vários caminhos de bicicleta, penso que este é o reúne mais pontos positivos.
      Obrigado pela visita,
      Edgar Costa

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  • 18 de Setembro de 2017 at 13:54
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    Boa tarde Edgar,

    Antes mais, parabéns pela excelente descrição e pela forma como encarou este desafio.
    Gostaria de saber se poderia disponibilizar o track da sua viagem?
    Obrigado pela partilha e continuação de grandes pedaladas.
    Óscar Costa

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    • 19 de Setembro de 2017 at 21:22
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      Caro Óscar,
      Segui o track que indico no início desta publicação. Contudo se desejar receber o resultado da minha viagem envie um e-mail para info at edgarcosta.net que enviarei de imediato o track.
      Obrigado pela visita,
      Edgar Costa

      Reply

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